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Saiba o que muda na atual fase 2 do LBA
 

Em setembro de 2007, de experimento que era, o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia - LBA, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA, tornou-se um programa de governo, renovando a agenda de pesquisas iniciada em 1998, quando era mantido por acordos de cooperação internacional. O LBA, sob a coordenação cientifica do INPA ,é uma das maiores experiências científicas do mundo na área ambiental.

A publicação dos resultados de pesquisa faz parte de sua história de sucesso. Dentre os inúmeros destes resultados, podemos citar alguns como as evidências de uma forte relação entre a formação de nuvens na Amazônia e a ocorrência e distribuição de chuvas no Sudeste e Sul do Brasil; a comprovação experimental de que áreas abandonadas e/ou degradadas após uso como pastagens ou cultivos agrícolas, podem ser recuperadas, voltar a ser produtivas e prestar serviços ambientais ecossistêmicos, e o desenvolvimento e a criação de sistemas avançados de detecção de desflorestamentos e queimadas por imagens de satélite, em tempo quase real, o que permitiria prontas ações de fiscalização e controle do desmatamento.

Durante os primeiros 10 anos de existência (1998-2007), o programa teve importante papel na formação de recursos humanos formando mais de 500 mestres e doutores. Mais de 150 pesquisas da chamada “ciência de ponta”, em parcerias com cerca de 280 instituições nacionais e estrangeiras, realizadas por 1400 cientistas brasileiros e outros 900 pesquisadores de países amazônicos, de 8 nações européias e de instituições americanas, visaram estudar e entender as mudanças climáticas e ambientais em curso, para favorecer um processo de desenvolvimento sustentável na Amazônia. A publicação dos resultados de pesquisa faz parte da história de sucesso do LBA. São mais de 1000 artigos em periódicos especializados, além de um grande número de livros e capítulos de livros e de mais de 200 artigos em edições especiais dedicadas ao LBA. Diversos vídeos educativos, cartilhas e outros materiais de divulgação também foram produzidos.

Os resultados integrados, obtidos pelas diferentes equipes de cientistas, têm permitido entender alguns mecanismos que governam as interações da floresta com a atmosfera, tanto em condições naturais (da floresta intacta) como alteradas. O LBA tem contribuído para melhorar os modelos de previsão climática; medir as emissões de carbono das hidrelétricas na Amazônia e o potencial uso do metano para geração de energia elétrica adicional nas usinas; realizar novas medidas reais de densidade da madeira no sul da Amazônia, mostrando que biomassa acumulada é menor do que em estimativas anteriores.

Hoje o LBA tem um grande desafio nas mãos: ampliar o entendimento sobre o funcionamento dos ecossistemas da região e integrar as dimensões sociais e econômicas às pesquisas ambientais de ponta. Nesta segunda fase, torna-se ainda mais prioritária a construção de pontes para a aplicação dos resultados das pesquisas científicas no desenvolvimento sustentável da Amazônia. Assim, o plano científico atual consolidou as sete áreas iniciais de estudo do Programa em três grandes áreas integradas: a interação biosfera-atmosfera, o ciclo hidrológico e as dimensões sócio-políticas e econômicas das mudanças ambientais.

Agora, três focos de pesquisa aglutinam as principais questões a serem abordadas na segunda fase do programa: o ambiente amazônico em mudança (processos); a sustentabilidade dos serviços ambientais e os sistemas de produção terrestres e aquáticos (conseqüências), e a variabilidade climática e hidrológica e sua dinâmica: retro-alimentação, mitigação e adaptação (respostas).

Esses esforços de cooperação, articulação e compartilhamento de infra-estrutura buscam responder duas perguntas essenciais e complexas, presentes desde o início do LBA:

* De que modo a Amazônia funciona, atualmente, como uma entidade regional?

* De que modo as mudanças dos usos da terra e do clima afetam o funcionamento biológico, químico e físico da Amazônia, incluindo sua sustentabilidade e sua influência no clima global?

Nestes 10 anos de pesquisa, o LBA foi gerenciado pelo MCT e coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/INPE e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA, tendo a NASA e outras instituições dos Estados Unidos e Europa como parceiros. Eles cobriram cerca de metade dos US$100 milhões investidos neste período. Hoje, transformado em programa governamental, o LBA conta com recursos brasileiros previstos do Plano Plurianual (PPA) que garantem a manutenção de sua infra-estruturabásica. A missão agora, é buscar outras fontes de financiamento para continuar ampliando as pesquisas

Saiba mais... Plano Científico LBA2















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